Sélection Prix Littéraires 2015/2016: Semaine Européenne des langues

Mini biografia dos autores e sinopse dos livros premiados:

 

- Leila Slimani

Leila Slimani é uma jornalista e escritora franco-marroquina. Já trabalhou para as revistas l’Express e em 2008 passa a trabalhar na revista Jeune Afrique onde trata dos assuntos relacionados a África do Norte. Atualmente, ela dedica-se principalmente a escrita.

Chanson Douce é seu segundo romance e narra a vida de uma babá, Louise, que se torna indispensável para a familia. Pouco a pouco, a armadilha da dependência mútua vai se fechando até uma tragédia.

O livro ganhou o Prix Goncourt 2016. Esse prêmio é um dos mais cobiçados prêmios litérarios da França. O prêmio é atribuído a um romance para recompensar todos os anos o melhor livro de imaginação em prosa.

A escritora é a 12ª mulher a ser honrada com o Goncourt em 112 anos de história do prêmio.

 

 

- Yasmina Reza

Yasmina Reza é roteirista, escritora e atriz francesa. É uma autora contemporânea de produção variada (teatro, romances, roteiros) e já recebeu prestigiosas recompensas pelo seu trabalho como, por exemplo, Le prix Tony Award (EUA) por Art (1998) e Le Dieu du carnage (2009).

Conhecida no mundo principalmente pelas suas peças de teatro, ficou ainda mais famosa pois seu livro mais recente Babylone foi laureado com o Prix Renaudot 2016. Elisabeth, a narradora, uma engenheira de 62 anos, e o seu marido decidem organizar uma festa para uma dezena dos seus amigos. Falta-lhes tudo: copos, cadeiras, entram em pânico. Ela tem uma ideia: pedir ajuda aos vizinhos do andar de cima, um casal estranho, bizarro, tanto a nível da aparência como intelectualmente. Yasmina Reza transporta o leitor de um casal para o outro, remexe na intimidade das suas vidas e dos seus estados de alma.

O prêmio é nomeado em honra do jornalista francês Théophraste Renaudot que fundou o primeiro jornal (La Gazette) na França em 1631 e foi criado em 1926 por dez críticos de arte e periodistas que esperavam a deliberação do Prêmio Goncourt.

 

 

- Ivan Jablonka

Ivan Jablonka é um historiador, editor e escritor francês. Publicou em 2005 com o pseudônimo de Yvan Améry o romance Ame soeur e desde 2009 codirige com Pierre Ronsavallon a coleção La République des Idées (éditions du Seuil), em que ele editou obras de sociólogos e economistas como Éric Maurin, Camille Peugny, François Dubet, Esther Duflo ou Thomas Piketty.

Seu trabalho como escritor se apoia em um trabalho minucioso de historiador, na pesquisa de testemunhos e arquivos. Por Histoire des grands-parents  que je n’ai pas eus, ele recebeu o prix Sénat du Livre d'histoire 2012 e o prix Guizot 2012 de l'Académie française.                       

Em 2016, Ivan consacra à Laëtitia Perrais, uma garçonete morta em janeiro de 2011 por Tony Meilhon, um "romance real", Laetitia ou la fin des hommes. Este ganhou o prix littéraire du “Monde”2016 e o prix Médicis 2016.

O Prêmio Médicis é um prêmio literário francês concedido cada ano no mês de novembro. Foi fundado em 1958 por Gala Barbisan e Jean-Pierre Giraudoux. O galardão se entrega a um autor cuja fama não corresponde ainda com o seu talento.

 

- Scholastique Mukasonga

Scholastique Mukasonga - nascida em 1956 em Ruanda e hoje escritora francófona respeitada mundo afora - passou à força pela provação de ver 27 membros de sua família mortos no genocídio naquele país em 1994. Centenas de milhares de tutsis, sua etnia, foram dizimados pelo exército de maioria hutu, numa guerra civil que ainda desabrigou outros dois milhões de pessoas. Esse trauma e a necessidade de salvar a memória da família Scholastique transformou em literatura

Autora premiada, já foi contemplada com o prix renaudot 2012 e o prix Ahmadou-Kouruma por Notre dame du Nil e foi contemplada com o Grand Prix SGDL de la nouvelle 2015 por Ce que murmures les collines, nouvelles Rwandaises

O Grand prix SGDL é um prêmio litérario criado pela Sociedade das pessoas das letras (Société des gens de lettres) com o intuito de recompensar um autor pelo conjunto da sua obra. No caso a autora ganhou a modalidade “de la nouvelle” em que uma antologia de historias de um autor francêsou francófono é premiado.

 

- Christophe Boltanski

Christophe Boltanski, nascido em 1962, é um jornalista, escritor e cronista francês consagrado com o prix Femina 2015 pour son roman La Cache.

Um livro escrito em homenagem ao seu avô Ettienne Boltanski, médico judeu, chefe de departamento no hospital Saint Antoine, e especialmente, de Marie-Elise sua “Mère Grand” (como em chapeuzinho vermelho) que apesar de tamanho pequeno e sua deficiência (polio contraída aos 30 anos de idade) foi capaz de proteger sua ninhada e sobretudo defender com unhas e dentes seu esposo durante a ocupação.

O prêmio Femina é um prêmio litérario da França, atribuído anualmente a uma obra de ficcção. O juri, exclusivamente feminino, é formado por colaboradoras da revista Femina.

 

- Boualem Sansal

Boualem Sansal é um escritor argelino de expressão francesa, principalmente romancista, mas também ensaista. Censurado em seu país de origem devido a sua postura crítica em relação ao governo no poder.

Ele, no entanto, ainda vive na Argélia, considerando que seu país necessita de artistas para abrir o caminho para a paz e a democracia.

Muito conhecido na França e na Alemanha, países em que recebeu inúmeros prêmios. Dentre eles o Grand Prix RTL-Lire 2008 por Le Village de l'Allemand ; o prix du Roman arabe por seu livro Rue Darwin, mesmo com a oposição dos embaixadores  arabes que financiam o prêmio; E o Grand Prix du roman 2015 de l'Académie française por seu livro 2084 – la fin du monde.

Este último, um romance de ficção científica, cria um mundo fundado sobre a amnésia e a submissão a um deus único. Inspirado no livro 1984 de George Orwell, o poder religioso extremista lança uma nova língua, l’abilang.

Criado em 1914, o Grande Prêmio do romance é atribuído ao autor do romance que a Academia tenha considerado como sendo o melhor do ano. Este faz parte de numerosos outros prêmios prestigiosos atribuídos pela Academie.